segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

perdida na estrada de santos

a calça jeans surrada
o cheiro de cigarro
até encantavam
mas cantarolar
uma canção de roberto
para transar
era demais

heloisa defarge
arte:ivan hoo

ali com meus botões

Eu fiz xixi atrás da muralha da china
olhei a vastidão do verde em busca do amor fatal
há muito havia esquecido da felicidade de aliviar os bolsos das pedras
tristes
percorri bosques insondáveis sob as vestes diáfanas do vento
mas ele me fugia corria pela orla das curvas sinuantes de um rio qualquer
deite-me sobre as maçãs surradas do tempo
e sorri
a espera havia só começado
cy
arte:olga gouskova

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

É ele - Alexandre Pedro

Não dá pra voar no premeditado.Tampouco sonhar os signos da tragédia na linguagem limitada.Placas,semáforos,vias de mão dupla - na interpretação - de duplos sentidos.
Só me atento às placas de voo rápido que me alertam retorno a 300,500 metros.
Alexandre Pedro
arte:Vadim Voitekhovitch

A vida sem música seria um erro

Bob Dylan



https://www.youtube.com/watch?v=FITP0vepmdI

sábado, 1 de novembro de 2014

O princípio criador & as polaridades

Luis Ricardo Falero (1851-1896),pintor espanhol de temáticas mitológicas.

Existe um princípio criador,que não tem nome,do qual surgiu duas grandes polaridades,que deram origem ao universo e todas as formas de vida.
Na maioria dos mitos,o deus nasce da deusa,depois se torna seu consorte,trazendo à tona a fertilidade,vive em harmonia com ela,depois morre,seguindo o Ciclo da vida,morte & renascimento.
Ele será representado,em muitas faces da Natureza,especialmente em sua face indomável,através do homem-coletor,com aspecto humano,contudo com chifres de alce - acentuando seu aspecto selvagem.

Conforme o homem foi domesticando a terra e os animais,esse deus passou a ganhar novos chifres - os de bode,animal dócil e domesticável - porém sem perder a força selvagem,como atesta o deus Pã.

Como Dionísio,representa a virilidade,ora com chifres de bode,ora com chifres de touro.Curiosamente aparece entre serpentes,em suas ligações com os ritos lunares da Antiga Europa.
Em algumas tradições é consorte de Ártemis,confirmando sua natureza silvestre.
Na Itália,o seu culto foi adaptado à nova vida na terra,passando a denominar-se Baco,atribuído aos vinhedos e recebe uma coroa de folhas de uvas,seguida de seus chifres.
Há ainda a versão do Senhor da colheita que conjura o verdejar da Terra,após o inverno.
Os símbolos usados para cultuá-los,são:a espada,a vela,a flecha,o bastão mágico,o tridente,o punhal e a faca.Os principais sabás: o Yule,que marca o nascimento da criança da promessa.

A deusa

A grande mãe,representa a energia universal geradora, o útero de toda criação.
Ela está atrelada aos mistérios da lua,da intuição,da noite,da escuridão,da receptividade.É o inconsciente,que deve ser desvelado.
A lua que se renova a cada sete dias e nunca morre,representa os mistérios da vida eterna.

A deusa tem três faces: a virgem ou donzela,a mãe e a velha sábia,simbolizadas pelas luas crescente,cheia e minguante.É a mãe universal,de infinita sabedoria e cuidados amorosos.Ela é a um só tempo,o campo não-arado,a plena colheita e a terra dormente sob a neve.Dá luz em  abundância,mas uma vez que a vida é um presente seu,ela a empresta com a promessa da morte.Esta representa o repouso pela fadiga da existência física.
A deusa é toda natureza e é reverenciada como incorporação da fertilidade e do amor.
Conhecida como a grande mãe,é honrada com  símbolos como:o caldeirão,a taça,o machado,o espelho,pérolas,conchas do mar e flores de cinco pétalas,entre outros.
Entre suas representações estão:a caçadora,a deidade celestial,a tecelã,a sibila e a anciã.