sábado, 7 de agosto de 2010



Para onde será que vão os pais depois que deixam o planeta Terra?

Ainda posso ouvir suas canções,sua histórias de ninar.Voce tão doce,tão meigo e eu tão curiosa!

Quantos medos extirpados com um único abraço,quanto respeito traçado num único olhar...

Ainda lembro das canções na vitrola,acompanhadas de pequenos passos,assovios e rostos iluminados.Da melhor supresa,um livro novo.Leitura ávida...e os velhos?Ah esses eu costurava as capas que se soltavam,cuidadosamente,pois durex não havia.

Com você,meu pai eu podia tudo,podia mesmo fazer sua barba,com aquela navalha fina.Bastava um olhar , minha potência surgia.Você me encorajava e eu vislumbrava a face lisinha.

Ah..tinha também nossos passeios de barco no domingo.Eu aprendendo a remar,molhava sua roupa de água barrenta do lago e você sorrindo um sorriso que só os pais sabem desenhar.

E por falar nisso,nos meus desenhos de criança,você era sempre enorme como um gladiador.Nas minhas histórias um astuto samurai e para sempre o mais sábio dos homens,com um olhar azul.

Não sei para onde você foi ,mas deixou um indivisível rastro de luz,no qual caminho pra te encontrar.
(Ao meu pai,Urbano Alves da Cunha)

domingo, 18 de julho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

NICO

Se você é dessas que acha que sua vida daria um livro,devia antes dar uma espiada na vida dela.Resumidamente,na infância com a mãe e o avô,fugiu da Alemanha,onde seu pai foi morto num campo de concentração.Aos 15 anos vira modelo em Paris,depois em Roma, Fellini encantado lhe oferece um papel em La Dolce Vita,em 1959.Nos anos seguintes,em Nova York estudou interpretação no Lee Strasberg Studio,na classe de Marilyn Monroe.Gravou disco com Serge Gainsbourg,conheceu os Stones e teve um filho com Alain Delon.Bob Dylan fez um disco para ela,apresentou-a a Andy Warhol,ela cantou com The Velvet Underground por um ano e seguiu carreira solo.Fez todo tipo de experimentação musical com sua voz estranha e rouca.Ao 50 anos,limpa de drogas,saudável,numa boa,andando de bike em Ibiza leva um tombo e morre.Simples assim..não se sabe o que de fato ocorreu

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coisas úteis


O luxo é a mãe da evolução .É o desejo e não a necessidade que impulsiona o desenvolvimento tecnológico. Claro,precisamos de água,mas podemos viver sem gelo e ar condicionado,bem como não precisamos ter um IPOD para dizer que é nosso.Todas as gerações,exceto a última conseguiram namorar sem celular ou internet...

São justamente esses pequenos luxos e comodidades,os motores da inovação e da evolução das coisas.
http//www.design.com.br/blog/sobre-a -evolução- das- coisas- úteis

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sobre a crise

(arte de rua)
"Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo.A crise é a melhor coisa que pode acontecer com pessoas e países,porque a crise traz progressos.A criatividade nasce da angústio,assim como o dia nasce da noite escura.é na crise que nascem as invenções,as descobertas e as grandes estratégias.Quem supera a crise,supera a si mesmo sem ficar superado.Quem atribui `a crise seus fracassos e penúrias violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções.A verdadeira crise é a crise da incompetência.O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar saídas e soluções fáceis.Sem crises não há desafios , sem desafios a vida é uma rotina,uma lenta agonia.Sem crise não há mérito.É na crise que se aflora o melhor de cada um.Falar de crise é promovê-la e calar sobre ela é exaltar o conformismo.Em vez disso,trabalhemos duro.Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora,que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." (autor desconhecido)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Caia Koopman





A californiana curtia patinar,enquanto cursava artes na UB Santa Cruz

caio fernando abreu

Ilustração:Caia Koopman
"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante. As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem."