domingo, 13 de junho de 2010

NICO

Se você é dessas que acha que sua vida daria um livro,devia antes dar uma espiada na vida dela.Resumidamente,na infância com a mãe e o avô,fugiu da Alemanha,onde seu pai foi morto num campo de concentração.Aos 15 anos vira modelo em Paris,depois em Roma, Fellini encantado lhe oferece um papel em La Dolce Vita,em 1959.Nos anos seguintes,em Nova York estudou interpretação no Lee Strasberg Studio,na classe de Marilyn Monroe.Gravou disco com Serge Gainsbourg,conheceu os Stones e teve um filho com Alain Delon.Bob Dylan fez um disco para ela,apresentou-a a Andy Warhol,ela cantou com The Velvet Underground por um ano e seguiu carreira solo.Fez todo tipo de experimentação musical com sua voz estranha e rouca.Ao 50 anos,limpa de drogas,saudável,numa boa,andando de bike em Ibiza leva um tombo e morre.Simples assim..não se sabe o que de fato ocorreu

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coisas úteis


O luxo é a mãe da evolução .É o desejo e não a necessidade que impulsiona o desenvolvimento tecnológico. Claro,precisamos de água,mas podemos viver sem gelo e ar condicionado,bem como não precisamos ter um IPOD para dizer que é nosso.Todas as gerações,exceto a última conseguiram namorar sem celular ou internet...

São justamente esses pequenos luxos e comodidades,os motores da inovação e da evolução das coisas.
http//www.design.com.br/blog/sobre-a -evolução- das- coisas- úteis

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sobre a crise

(arte de rua)
"Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo.A crise é a melhor coisa que pode acontecer com pessoas e países,porque a crise traz progressos.A criatividade nasce da angústio,assim como o dia nasce da noite escura.é na crise que nascem as invenções,as descobertas e as grandes estratégias.Quem supera a crise,supera a si mesmo sem ficar superado.Quem atribui `a crise seus fracassos e penúrias violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções.A verdadeira crise é a crise da incompetência.O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar saídas e soluções fáceis.Sem crises não há desafios , sem desafios a vida é uma rotina,uma lenta agonia.Sem crise não há mérito.É na crise que se aflora o melhor de cada um.Falar de crise é promovê-la e calar sobre ela é exaltar o conformismo.Em vez disso,trabalhemos duro.Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora,que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." (autor desconhecido)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Caia Koopman





A californiana curtia patinar,enquanto cursava artes na UB Santa Cruz

caio fernando abreu

Ilustração:Caia Koopman
"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante. As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem."

Um pouco de Sylvia Ji






Sylvia Ji nasceu em São Francisco no bojo de uma família de artistas,em 1982.Seus primeiros contatos com a arte,foram um caderno de esboços de sua mãe e as pinturas do pai.Formada pela Academy of Art University of São Francisco em 2005,seus trabalhos vem sendo exibidos em toda costa oeste americana.São ilustrações que exploram o feminino em toda sua intensidade e em alguns casos mesclam calacas mexicanas a corpos sensuais.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O bom e velho rock'n roll


Esse é um disco em que o impacto já começa com a ilustração da capa, um impressionante grito de agonia. Entretanto, “In The Court of The Crimson King”, do “King Crimson”, não é um trabalho para ser definido em apenas uma palavra. Muito pelo contrário, o que temos aqui é justamente uma obra expressionista multifacetada. Trata-se de um marco do rock progressivo justamente por flertar com a concepção estética megalômana típica desse gênero, sem, contudo, sucumbir ao exagero barroco. Está tudo na medida certa, a começar pela formação do grupo, a melhor de todas. Músicos da estirpe de Ian Mcdonald e Greg Lake destilam uma química rara, que não se repetiria em álbuns posteriores.

A primeira faixa, “21st Century Schizoid Man” começa um som bastante cru, dominado por um tema forte, até culminar em um longo improviso jazzístico. O vocal distorcido antecipa em décadas o estilo de Jack White, enquanto a letra choca pela precisão de uma profecia funesta.

Bruscamente, a tempestade acalma, dando lugar a uma suave brisa: “I talk to the wind”, um som que busca construir uma atmosfera de mistério, com certo tom psicodélico. Os vocais são quase sussurrados. Mais uma vez a música atinge o seu clímax em solos, agora de flauta e teclado.

Já a faixa seguinte, “Epitaph” consegue unir eloqüência e melancolia em uma balada visceral. “Moonchild”, por sua vez, leva nossa jornada musical a terras mais líricas, chegando a um longo e complexo instrumental de difícil definição. Para arrematar, a faixa-título, uma peça típica do rock progressivo. Um exemplo de temática medieval, onde guitarras e bateria combinam na medida certa com vocais intencionalmente arcaicos.

Léo Puglia